Entre o verossímil e o borrão

Por Antonia Sousa e Raquel do Nascimento Gomes

Retratar exige – nos olhos atentos aos destinos e caminhos das cidades cosmopolitas. Enxergar o âmago das ações como quem capta uma imagem de forma feiticeira, prende-a em uma máquina que, depois, revelado o cotidiano como algo que passou desapercebido aos nossos olhos.

foto: Antonia Sousa

Assim, a fotografia nos tira do self narcisista para compreender uma alteridade magnânima que entrelaça cotidiano à vida do fotógrafo. Este que nos apresenta uma realidade parecida com a qual notamos em nossos cotidianos. Mas a foto apresenta algo a mais do cotidiano, porque nos revela e os nossos olhos já não são mais um solitário a ser um homem da multidão assombrado pelo próprio self.

foto: Antonia Sousa

Para além de likes, a fotografia artística nos apresenta o l’air da imagem na qual a invisibilidade passa a ser enxergada.

É como viver em um jogo de esconde e esconde em que o encontro com a imagem revela – nos àquilo não visto. É enxergar até o limite, depois de desfazermos dos pré-conceitos para chegar a captação do borrão que funde espaço e tempo fazendo – nos adentrar nas premissas do fazer-se cinema na foto.

foto: Antonia Sousa

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