A Rainha de Sabá e o movimento Rastafari

Por Karla Júlia

O Rei Salomão recebendo a Rainha de Sabá, de Giovanni Demin

A Rainha de Sabá, ou Rainha Makeda ou Belkis,é muito importante para o movimento rastafari.
Ela teria vivido em um local que hoje corresponde à região da Etiópia, por volta do Século X a.C. e viajado até Israel  para conhecer o rei Salomão.
Desse encontro começava a dinastia salomônica da Etiópia com a ascensão ao poder de Menelik I, filho de Salomão e da Rainha de Sabá: 1 Reis 10:13 diz: “E o Rei Salomão realizou todos os desejos da Rainha de Sabá, um destes sua própria generosidade Real.  Então ela voltou e foi para seu próprio país, ela e seus servos.”
Segundo a popular epopéia étíope Kebra Negast, rastas interpretam isto com o significado de  que ela concebeu seu Filho, e assim, concluem que as pessoas negras são as verdadeiras crianças de Israel, ou hebraicas.
Judeus negros têm vivido na Etiópia por séculos, sem conexão com o resto do mundo judaico; a existência deles deram credenciais para os primeiros Rastafaris, validando a crença de que a Etiópia é o verdadeiro Sião, já que somente lá, a Casa de Davi reinava soberana, num país judaico-cristão, além de possuir a Arca da Aliança.

Na lista dos monarcas descendentes dessa linhagem, está Tafari Makonnen, nascido em 1892 e tornado imperador em 1930, ocasião em que mudou seu nome para Hailê Selassiê (que significa “O Poder da Divina Trinidade”).
Selassiê trouxe grande projeção internacional ao seu país. Ele inspirou o movimento negro em várias partes do mundo.

Hailê Selassiê I

Ras (é um título em amarico que quer dizer “príncipe” ou “cabeça”) Tafari (“da paz”) Makonnen que foi coroado como Hailê Selassiê I, Imperador da Etiópia em 2 de Novembro de 1930, sendo a encarnação do chamado Jah (Deus) na Terra, e o Messias Negro que irá liderar os povos de origem africana a uma terra prometida de emancipação e justiça divina. Seus títulos, como Rei do Reis, Senhor dos Senhores e Leão Conquistador da tribo de Judá, foram dados, de acordo com a tradição etíope, a todos os chamados imperadores salomônicos desde 980 a.C., mas Selassiê foi o único que recebeu, evidentemente, todos os títulos, incluindo os mais sagrados como Supremo Defensor da Fé e Poder da Santíssima Trindade.
Hailê Selassiê era, de acordo com algumas tradições, o ducentésimo vigésimo quinto na linha de imperadores etíopes descendentes do bíblico Rei Salomão e a Rainha de Sabá. O salmo 87:4-6 é também interpretado como a previsão da sua coroação.

Outra curiosidade, como consequência de tudo que vimos acima: no Rastafarianismo e no Judaísmo se encontram também alguns costumes  praticados comumente: como por exemplo o uso de dreadlocks (as tranças típicas dos judeus ortodoxos, que são menção à juba do Leão de Judá).

E tudo isso por causa do amor entre o rei poeta (leiam “O Cântico dos Cânticos, na Torá ou Velho Testamento) e uma mulher chamada Rainha de Sabá!

Karla Júlia é poetisa, autora do livro de poesias Alma Nua, e participante em diversas antologias poéticas. A autora escreve no site http://campodeorquideasbykarla.blogspot.com.br/

 

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