O poder do menos (a arte da mobilização)

Por Pedro Jr.

Foto: Pedro Jr.

Foto: Pedro Jr.

Não. Nem pense que irei divagar sobre consumo. Na verdade, até podemos “passear” por esta via, mas será somente para paralelos e situar o leitor desatento.

Você já se deparou com a força que existe em uma criança recém-nascida? Não estou falando daquele moleque que veio de Krypton e caiu em uma fazenda. Estou falando daquela criança que entrou recentemente na sua família ou na roda de amigos que você faz presença.

Aí perguntamos, “como um ser tão frágil, (sim, não veio de Krypton) pode mobilizar tanta gente e ainda assim trazer uma paz e uma felicidade a todos os que o cercam”? Inexplicável né? Ela tem o poder de unir pessoas como um congresso da ONU.

Com o passar do tempo somos condicionados a sermos fortes, independentes, ter liderança. Esqueça o fato de que isso é um discurso de coitados. Não, a sentença anterior não está nada equivocada. O que acontece é que, com a nossa trajetória, salvo raras exceções, abandonamos este recém-nascido da nossa alma.

Então, caímos no conceito de que “somos sozinhos no mundo”, “ninguém nos ajuda”, entre outras falácias espartanas.

A menos que você tenha nascido em Krypton, tente se comportar como o recém-nascido do início da história. Se o poder de mobilização não foi percebido até aqui (na sua vida, e não no texto), sua brincadeira de “cabo de guerra” está sem propósito e muito menos serve como diversão.

Fazendo outro paralelo, ainda sobre o poder de mobilização envolvendo crianças, a Netflix, (eu avisei que situaria “consumo” por aqui), produziu recentemente uma série de uma nostalgia que sacudiu o senso de coletividade dos “lone rangers” da vida adulta. Ela trouxe de volta o poder de mobilização que tínhamos nas férias escolares dos anos 80.

Apenas 3 garotos aliados à uma menina com poderes paranormais poderosos, se unem para uma aventura em busca de um amigo que desapareceu. Essa união os faz enfrentar valentões da escola, militares do governo fortemente armados entre outros perrengues.

Como toda relação humana, conflitos são naturais, mas esses moleques da série nos mostram que suas lideranças e soluções infantis são todas baseadas em uma questão muito mais poderosa que a garota que eles encontram. Somente se baseiam pelo poder de mobilização entre eles e a força da amizade que é plenamente honrada durante os episódios que seguem. Não me estenderei para não facilitar a vida de vocês. Só recomendo a assistir juntos de amigos, familiares e se possível seus filhos.

Esta indagação está longe de ser um texto de autoajuda ou um manual de soluções rápidas para o cotidiano. O que vale aqui é a lição dada pelas crianças à nossa volta: perceber o outro.

(Nem que seja para reunir seus pares para uma roda de bar). Volto ao início do texto e te pergunto… Você já tentou ser menos hoje?

Pedro “Bola” de Campos Jr. é o novo colaborador da Revista Escrita Pulsante: Jornalista, Pós-Graduado em Política e Sociedade no Brasil Contemporâneo, produtor audiovisual.

 

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